Jovens diante do desafio de se rebelar

  JOVENS DIANTE DO DESAFIO DE SE REBELAR Na frase: “Busque fazer o bem” – onde está o

 

JOVENS DIANTE DO DESAFIO DE SE REBELAR

Na frase: “Busque fazer o bem” – onde está o sujeito?

By Sueli Bravi Conte
Publicado Revista Imediata – Indaiatuba SP

A política é a arte do diálogo. Ou deveria ser. Desde que participei de algumas manifestações a favor da Lava Jato pude perceber a ausência de jovens. Quanto mais o tempo passa, a impressão que se tem é que eles menos se interessam pelo País. O que está acontecendo com os jovens brasileiros?A política é a arte do diálogo. Ou deveria ser. Desde que participei de algumas manifestações a favor da Lava Jato pude perceber a ausência de jovens. Quanto mais o tempo passa, a impressão que se tem é que eles menos se interessam pelo País. O que está acontecendo com os jovens brasileiros?

Mudar o cenário político/social tem propriedades que se encaixam mais para aqueles que dependem do futuro do País. Mas onde andam seus pensamentos sobre o destino do Brasil? Uma geração que não se interessa por política está fadada a ser dominada por qualquer mal intencionado. E se é assim na política, podem imaginar porque tantos andam cedendo a lideranças violentas?

Infelizmente, tem se visto um alarmante crescimento de jovens em prol do mal, eles estão cada vez mais propensos a aceitar o maléfico como forma de vida. E não, não é culpa do vídeo game. A pergunta é: Os pais estão se atentando a essa propensão ao mal? Eles estão atentos ao fato de seus filhos simplesmente não se importarem com ninguém? E quando os pais se importam, eles se importam que seus filhos estejam optando pelo caminho do mal? Trocando espiritualidade por materialidade?

Com tanta informação, essa era para ser uma geração de inquietos,
inconformados, críticos, questionadores, porém, interessados, ágeis em defesa do futuro, pensadores, protetores da pátria. Mas são apenas conformados. Aceitam tudo como é. Não questionam nada, seguem a onda. Não procuram mudar nada que esteja fora do seu ângulo de visão. Estão cada vez mais ditadores do próprio lar e do pequeno universo atado em seus próprios umbigos. Desde que nada tire os críticos de sofá da frente do computador, está tudo certo.

Dizem os especialistas: “De repente, seus companheiros, “filósofos da equivocada observação” decidiram dispensar as tradições mais inofensivas e os valores familiares mais originais. As informações mais importantes sobre a vida real se tornaram horrores impactantes para quem está se preparando para encarar o mundo. A obsessão do politicamente correto sufocando as angústias da realidade e protegendo os indivíduos em redomas de vidro conceituais, castrando sua linguagem, anulando a exposição da verdade; definitivamente criando uma geração de mimados e covardes hipersensíveis, que não serão capazes de lidar com nenhuma questão maior de suas vidas e de seu tempo”. Enquanto pais: – seria tudo o que podemos lhes oferecer?

Alguns jovens ainda adotam um tom repressor que se esforçam por padronizar discursos e calar divergências
porque supostamente “chocam”, “violentam”, “discriminam”. Quando na realidade o que choca é essa busca doentia por homogeneidade, essa loucura que está pretendendo fazer do mundo um lugar uniforme, chato e cheio de “isso não pode”.

Entre o certo e o errado vemos uma geração que recrimina regras, não se compromete com nada, mas aceita o inaceitável. Julgam responsabilidades  do governo e das carências econômicas centenárias provocadas por líderes anteriores, os jovens bandidos que instalam o medo, prejudicam o ir-e-vir dos cidadãos,  retiram  seus  pertences,  mata-os sem motivo e ainda se matam. Essas ações não estariam diretamente ligadas ao tipo de orientação familiar? A obrigação do governo é oferecer valores, concepção do que é certo e errado?

É preciso armas, violência, ditadura urbana de poder para entender que a vida é compartilhar? Está tudo tão confuso… Uma confusão doentia que não sabe para onde ir, o que dizer, como se comportar. Quando a única coisa que se esperava do jovem é que pacificamente se rebelasse pelo bem, em prol de boas ideias e do bem da Nação.

São tantas as perguntas que ficam, mas entre tantas: O que estamos criando? Na frase: “Busque fazer o bem” – por onde anda o sujeito?